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terça-feira, 9 de outubro de 2012

OS PRIMEIROS JOGOS

Segundo o livro “História do Esporte em Brasília”, do jornalista Gustavo Mariani, o primeiro jogo que o Rabello disputou foi contra a seleção da Polícia Militar. Perdeu por 6 x 0, em amistoso disputado nos primeiros dias de junho de 1957.
Em 7 de setembro de 1957, o Rabello foi até Planaltina, disputar uma partida em comemoração ao Dia da Independência. Depois, vieram jogos em Formosa, Luziânia, Paracatu, Anápolis e Cristalina.
O domingo era reservado para as partidas. O futebol foi a principal diversão dos candangos durante a construção de Brasília.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

FUNDAÇÃO DO RABELLO FUTEBOL CLUBE


O segundo grande clube a surgir em Brasília (o primeiro foi o Guará) foi o Rabello Futebol Clube, fundado em 17 de agosto de 1957, no Acampamento da Construtora Rabello S. A., por Paulo Linhares Gomes (eleito Presidente), Roberto Pereira Miranda, Newton Cândido, José de Lourdes Alexandre, Ernando Soares, Djalma Sérgio e José da Silva Laranjeira, dentre outros.
Segundo seus estatutos, as cores oficiais do novo clube seriam a preta e a branca. O uniforme era igual ao do Botafogo, do Rio de Janeiro.

Abaixo, “fac-símile” da Ata da Assembléia Geral Extraordinária do Rabello Futebol Clube.

 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O COMEÇO DE TUDO - 3º Capítulo



Encerrando a série de textos sobre os primórdios do Rabello Futebol Clube, hoje falaremos do Acampamento da Rabello.

O ACAMPAMENTO DA RABELLO

A NOVACAP - Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil foi criada em 19 de setembro de 1956, pelo então Presidente da República, Juscelino Kubitschek, com o objetivo específico de planejar e executar serviços de localização, urbanização e construção da futura capital do Brasil. A empresa, presidida por Israel Pinheiro da Silva, foi responsável por saúde, educação e lazer, abastecimento, segurança e transporte, finanças, telecomunicações e habitação, cultura, água e luz.
O núcleo pioneiro do comércio, das indústrias e de serviços para dar apoio e sustentação às obras de construção de Brasília ficou conhecida como "Cidade Livre" (Núcleo Bandeirante a partir de 20 de dezembro de 1961). Ela surgiu, efetivamente, em 19 de dezembro de 1956, sendo a primeira área destinada a abrigar os trabalhadores pioneiros. Teria um caráter provisório para o tempo que durassem as obras de construção da futura Capital, ou seja, um máximo de quatro anos. Assim, os lotes destinados ao comércio, às indústrias e às atividades de serviços seriam arrendados, em comodato, a título precário e pelo prazo máximo de quatro anos. Como forma de incentivo, todas as atividades seriam, ali, livres de impostos e taxas de qualquer natureza. Daí a cidade vir a se chamar Cidade Livre, por ser livre de encargos fiscais.
Logo depois surgiu, da instalação das construtoras, em acampamentos nas imediações das obras que realizavam no Palácio da Alvorada, Eixo Monumental leste e Praça dos Três Poderes, o local conhecido hoje como Vila Planalto.
Nessa época a Vila Planalto ocupava uma área que extrapola em muito a atual. O conjunto se estendia desde o local agora ocupado pelos Anexos dos Ministérios, do Senado Federal e do Palácio do Planalto, atravessando os Setores de Embaixadas e Clubes Norte, indo até perto do Palácio da Alvorada. O Lago Paranoá cobriu parte de alguns desses acampamentos.
A Rabello e a Pacheco Fernandes Dantas foram as primeiras firmas, ainda em 1956, a se instalarem longe da Cidade Livre para construírem, respectivamente, o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel. Ao término dessas obras, seus acampamentos foram transferidos para a Vila Planalto.
Com o início das obras na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios, a NOVACAP permitiu que outras construtoras erguessem, simultaneamente, seus acampamentos em locais próximos aos já existentes.
Em pouco tempo, já estavam construídos aproximadamente 22 acampamentos ao redor do conjunto de obras, prioritário para a ocupação da cidade.
O Acampamento da Rabello era um dos que mais tinha infraestrutura, chegando a contar com cinema, farmácia, posto médico e odontológico, igreja, campo de futebol e clubes (separados entre clube dos operários e dos engenheiros).

O campo do Rabello ficava onde é hoje o espelho d’água do Palácio da Alvorada.
A busca de lazer e de entretenimento levou os empregados de uma grande parte desses acampamentos a descobrirem o futebol. As “peladas” começavam a fazer parte do quotidiano de Brasília. Como em toda parte, cercadas de grande animação. Partidas sensacionais, entusiasmo fora do comum e neste diapasão as horas se passavam, fazendo esquecer as tristezas determinadas pela ausência dos familiares, que aos poucos começavam a chegar a Brasília.
O amor que dedicavam ao futebol era tão grande que passou a despertar o interesse dos donos das construtoras.
Aos times das construtoras se juntaram os times dos órgãos filiados a NOVACAP, animados por um grupo de entusiasmados e com experiência em outros centros.
Tudo isso motivou os empregados das outras construtoras a também criarem seus times, que em pouco tempo chegaram a 18.
Os times com alguma organização passaram a brotar nas empresas construtoras e estas não poupavam esforços em apoiar os aficcionados, pressentindo que encher um caminhão de gente aos domingos e levar para os campos de terra batida seria o único meio de impedir as bebedeiras e brigas na zona de baixo meretrício, que reduziam a produtividade nas segundas-feiras e às vezes redundavam até em morte. A maioria dos trabalhadores morava e fazia refeições nas obras e como o pagamento da jornada semanal de trabalho era aos sábados, começavam, então, as farras naquele dia.
Essa iniciativa também era um meio de promoverem os nomes de suas firmas na grande batalha de erguer Brasília.
As empresas construtoras compravam o material necessário e descontava nos salários dos trabalhadores, dando, em contrapartida, o transporte (normalmente um caminhão) para levá-los e trazê-los de onde fosse o jogo. Quem se destacasse nas peladas dos campos junto às obras era recrutado para o time da construtora, embora continuasse trabalhando. Por isso, atletas veteranos que haviam sido profissionais ou aqueles em início de carreira em clubes do Rio de Janeiro e Minas Gerais, principalmente, sabendo que encontrariam emprego em Brasília se fossem bons de bola, não pensaram duas vezes em se aventurar.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O COMEÇO DE TUDO - 2º Capítulo


Continuando a falar dos primórdios do Rabello Futebol Clube, hoje conheceremos um pouco da Construtora Rabello.

A CONSTRUTORA RABELLO

O ano de 1945 assinala a fundação da Construtora Rabello S. A., no Rio de Janeiro, sendo Marco Paulo Rabello seu Diretor-Presidente e Responsável Técnico até 1974, quando assumiu a presidência do Grupo Rabello e passou a seu filho, David Rabello.
A Construtora Rabello participou nas obras mais importantes de seu tempo, se tornando um dos principais complexos da indústria privada do Brasil e uma das maiores empresas da América do Sul.
Estabeleceu a sua marca na história do Brasil por ter sido a maior e principal construtora de Brasília, dando vida aos marcos arquitetônicos de Oscar Niemeyer, como o Palácio da Alvorada, o Palácio do Planalto, o Teatro Nacional de Brasília (hoje Teatro Municipal Cláudio Santoro, o Palácio do Jaburu, a Universidade de Brasília – UnB, a Catedral Metropolitana de Brasília, a Rodoviária de Brasília, o Supremo Tribunal Federal, o Aeroporto Internacional de Brasília, dentre outros.
A Construtora Rabello Internacional S. A. engrandeceu a história da engenharia brasileira por ter sido a primeira construtora brasileira a realizar grandes obras no exterior, erguendo a Universidade de Constantine, na Argélia (em 1970), e a Universidade Científica e Tecnológica “Presidente Houari Boumediene”, na capital, Argel, em 1974, ambas projetadas por Oscar Niemeyer. Foi responsável também por construir o Salle Omnisport, uma grande barragem na cidade de Sidi-Abdelli e a sede da Embaixada do Brasil na capital Argel.
A Construtora Rabello também foi responsável por outras grandes obras, entre as quais as mais conhecidas são a Rodovia Transamazônica, a segunda via da Rodovia Presidente Dutra, a Ponte Rio-Niterói, o Elevado Presidente Costa e Silva (chamado de Minhocão, em São Paulo), a Rodovia Castelo Branco, o Centro de Convenções Anhembi e a Rodovia Rio-Santos.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O COMEÇO DE TUDO – 1º Capítulo

 

Para chegarmos a falar do Rabello Futebol Clube, é necessário, antes, falarmos um pouco de Marco Paulo Rabello, da Construtora Rabello e do Acampamento da Rabello.
Comecemos por Marco Paulo Rabello.

MARCO PAULO RABELLO

Marco Paulo Rabello nasceu em Diamantina (MG), em 20 de janeiro de 1918. Formou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1939. Trabalhou na Empresa de Melhoramentos Municipais, prestando serviços a Prefeitura de Belo Horizonte nos anos de 1938 e 1939. Depois, trabalhou na Seção Técnica da Empresa Carneiro de Rezende até 1940.
Começou sua carreira como engenheiro, no início da década de 1940, quando Juscelino Kubitschek de Oliveira foi nomeado prefeito de Belo Horizonte pelo então governador Benedito Valadares, e decidiu realizar o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Para projetar esta obra convocou o jovem arquiteto Oscar Niemeyer, com 33 anos, e o engenheiro Marco Paulo Rabello, com apenas 22 anos, que trabalhava na construtora do seu tio Ajax C.  Rabello.
Marco Paulo Rabello faleceu no dia 7 de junho de 2010, aos 92 anos, em seu apartamento no Rio de Janeiro, devido a uma pneumonia. Teve cinco filhos, nove netos e dois bisnetos. Seu corpo foi cremado no dia 9 de junho de 2010, no Cemitério do Caju.
As grandes qualidades de Marco Paulo Rabello eram a lealdade, o companheirismo e a busca incansável pela excelência. O seu lema era: “Tudo aquilo que merece ser feito, merece ser bem feito”.
Sua leitura preferida eram os livros de história, que lia diretamente dos seus autores em inglês ou em francês, idiomas que falava e escrevia perfeitamente.
Foi um dos maiores e melhores engenheiros do Brasil, trabalhando ao longo de quase 60 anos, construindo e inovando, sempre buscando a excelência.
Marco Paulo Rabello contribuiu para engrandecer a história da engenharia brasileira, participando das obras mais importantes da sua época, implantando novas tecnologias e métodos.
Marco Paulo Rabello também foi um dos fundadores do Clube de Engenharia e Arquitetura de Brasília, do Country Club, do Cota Mil e do Iate Clube de Brasília.

O PROJETO “BLOGS PARA OS TIMES DE BRASÍLIA”


Incentivado pelo amigo pesquisador Márcio Almeida, que acaba de lançar o primeiro livro sobre um clube do futebol de Brasília, o Coenge, e também contando com o suporte de uma grande pesquisa sobre a história do futebol brasiliense, desenvolvida por mais de dez anos, estamos iniciando um novo projeto de divulgação.
A princípio, a conversa com o Márcio se desenvolveu sobre pensarmos em mais livros contando a história de outros clubes de futebol do DF.
Mas, sabendo das dificuldades que é editar um livro sobre qualquer clube de futebol, não só do brasiliense, mas também do brasileiro, resolvemos apresentar uma outra alternativa: a criação de blogs.
O pensamento foi: quem sabe, um dia, aparece alguém que possa ajudar financeiramente na edição de um livro após ver, na rede internet, detalhes da história do seu clube do coração!
Com o sucesso do blog “Almanaque do Futebol Brasiliense”, que acaba de ultrapassar as 40 mil visitas, e com o material histórico que temos em mãos, passamos a pensar na possibilidade de criar outros blogs para contar um pouco mais o que estes clubes fizeram em prol do futebol do Distrito Federal.
Rabello, Defelê, Ceub, Grêmio Brasiliense, Taguatinga, Tiradentes, Brasília e outros poderão ter, a partir de agora, sua história contada. Uns com mais história para contar, outros menos, não interessa, o importante é que tentaremos mostrar para o torcedor de hoje a importância desses clubes na história do futebol brasiliense.
Ao mesmo tempo, esperamos contar com a colaboração de torcedores, ex-jogadores e ex-dirigentes, jornalistas e pesquisadores para tornar a mais completa possível a história desses clubes.
Alguns clubes já tem seus sites e blogs. Outros deixaram de existir numa época de pouca divulgação dos seus feitos e, consequentemente, nunca tiveram a oportunidade que agora temos de tornar pública essa história.
Ainda não sabemos qual será a periodicidade da criação dos blogs, sua ordem ou mesmo como será sua manutenção. Uma coisa é certa: os torcedores de hoje precisam conhecer a história desses clubes, tomar conhecimento do que já foi feito no futebol de Brasília.
Desculpem a redundância, mas estaremos começando pelo começo. Partiremos de sua fundação, passaremos por suas lutas em competições e amistosos, suas conquistas e seus heróis e, em alguns casos, seus últimos dias de vida.
Por ter as mesmas cores do meu time de coração, o Botafogo, do Rio de Janeiro, estou disponibilizando o primeiro blog, o do alvinegro Rabello, de tantas histórias e tantas glórias.
Aguardo pela participação e colaboração dos membros da Família Rabellense!